Mostrando postagens com marcador Devaneios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Devaneios. Mostrar todas as postagens
4 de novembro de 2016

Antes de morrer eu ...

Gostaria de parar de perder tempo pensando no tempo perdido que perdi pensando no tempo que passou. É pra exagerar mesmo, porque o tempo passa e a gente sempre para pra pensar no tempo que perdeu perdendo tempo com coisas fúteis. E é fútil não pensar, é fútil deixar passar os pequenos prazeres da vida, como sentir o vento no rosto ao andar de bicicleta. 

Pensei sempre em coisas grandiosas. Lembro me de quando eu era criança e queria ver televisão até mais tarde e meu pai não deixava, logo me mandava dormir. E eu desapontada pensava, quando será que isso vai mudar? Então um dia depois das broncas sobre dormir cedo eu disse que criaria um celular com televisão e ele não poderia mais reclamar que eu atrapalhava eles a dormir enquanto via TV até tarde. Anos depois é anunciado o primeiro celular com televisão. E eu nem sequer cheguei a ter um. Mas na minha mente infantil, ter um telefone com TV seria uma coisa muito grandiosa. 

Soube me encantar pelo infinito. Gosto de olhar as estrelas e contemplar a Lua. Mas sabe, às vezes eu me esqueço que há esperança no céu. E me falta memória para lembrar que sentir Deus é sentir todo o mundo em sua plenitude, é se encantar com o desabrochar de uma flor e com o vermelho da acerola e o laranja da pitanga. A saber que todas essas coisas Ele fez, e que tudo coopera para aqueles que O amam,  

Pensei sobre o tempo. Ah, o tempo! O tempo é menino travesso, que corre solto sem eira nem beira, que apronta quando a gente nem está prestando atenção. Esse tempo chega para mostrar que o que já foi presente passou. Passou a agonia daquele anseio de querer ser alguma coisa. Mas outras aflições virão, pra mostrar que somos capazes de vencer obstáculos, pra mostrar que enquanto estivermos vivos não podemos padecer a uma morte de esperança, e até mesmo para nada mostrar. Mas dEle é o tempo, e não devo me afligir por coisas vãs, pois o tempo não cabe a mim. 

Procurei coesão onde nem havia coerência. Assim como esses parágrafos sem coesão às vezes parece que é a vida. Uma vida assim incoesa, sem junção. Uma vida ausente de esperança. E sabe leitor, eu sempre pensei que antes me morrer eu quisesse pular de paraquedas, plantar uma árvore, visitar um lugar distante como o Himalaia e o Evereste. Mas, antes de morrer eu quero mesmo é viver. E viver é fazer sentido, encontrar um lugar no mundo. E talvez eu só me sinta assim habitando no coração de Deus. Mas enquanto eu não encontrar o meu lugar no mundo, vou fazer da esperança minha morada. Porque nela, todo mundo tem seu lugar. Quem sabe um dia esses parágrafos se encontrem em algum texto que faça mais sentido.   


14 de junho de 2016

Quando deixei o ir ...


Te via entre os lampejos dos meus olhos embaçados. Você acenando um adeus tímido com gosto de saudade e eu chorando por dentro por não ter aproveitado o seu último sentimento (por mim). Como a água escorre por entre os meus dedos você escorreu do meu coração. Como pude deixá lo escapar?Mas sabe, estive pensando sobre a última vez que nos vimos. Não percebi os seus sinais que agora parecem ser tão óbvios para mim. A gente sempre foi o escape um do outro. Sempre fomos o motivo do sorriso porque tudo a nossa volta sempre desabava. E nos apegamos ao "nós" para fugir do nosso próprio "eu". Daí tudo ficou claro para mim. Tive que deixa-lo ir porque às vezes a gente precisa aprender a andar sozinho na corda bamba que é a vida. Precisamos olhar para nós mesmos e nos concentrar no que realmente está errado. Precisamos aprender a transbordar a nós mesmos. Precisamos ficar a sós com os nossos sentimentos. Eu preciso. Você precisa. Nós precisamos. Não deixei o ir por puro altruísmo. Não, certamente não foi altruísmo. Por mim eu te prenderia na jaula que é o meu peito pelo tempo indeterminado que eu gostaria que durasse, assim como sempre durou o nosso abraço. E sabe, a cada dia eu te deixo ir um pouco mais. A cada dia sua inconstância se torna mais real. E você vai, vai se afastando da minha mente, dos meus pensamentos. E eu vou te deixando ir, e você vai, vai, vai ... E eu te deixo ir mais e mais. E te deixo para ser livre. Que você voe mas que tenha vontade de voltar. E que volte com novas histórias e ótimas lembranças. Pronto para cultivar novos sentimentos, pronto pra renascer das cinzas que se tornaram os problemas da vida. E eu espero que você tenha aprendido a andar sozinho nessa corda e quero que desaprenda sempre e sempre, para poder reaprender a se equilibrar. Mas deixei - o ir com a intenção de que livre tu sentisses a necessidade de voltar para onde sabes que pode encontrar alento (e aquele brigadeiro de colher que você adora). Olha, mas não é só você que vai... eu também vou. Estou indo, indo, indo... sorrindo para as adversidades e sendo mais resiliente a cada dia. Para ser capaz de voar contigo também preciso ir. E eu voo (do verbo voar). E o deixo ir ...     
29 de dezembro de 2014

Desnuda


Hoje eu li, li tanta coisa. Repensei, por quê? Alguém me leria ? Quero (te) desvendar e me apaixonar por algo que seja mais real do que as minhas vivências passadas. Quero sair desse confinamento literal, moral, psicológico. Adeus mundo! Não caibo mais em mim. Já não caibo em mais nada. Fujo de mim do clarear do dia ao anoitecer. Cerro os dentes para não chorar e deixo as poucas lágrimas adentrarem novamente. Relutantes, não caiam, fiquem aí paradas. Vocês que fazem parte de mim não podem sair sem pedir permissão. Não me traiam, não me justifiquem, não me comprometam, não me mostrem a outros olhos. Não revelem a minha nudez. Não! Elas se foram, pobres lastimas, poucas lágrimas. Lateja em mim sempre o pensamento de viver. O de morrer se foi com o tempo porque morrer significa perder as esperanças. Não sofri esse tempo todo para desesperançar. O tempo que precisar esperarei para espalhar todo eu que já não cabe mais no meu peito. Deleito me em fazer da minha sina de viver uma incompleta rima ficcional. Está difícil vomitar as palavras, todo meu confinamento se acostumou com tão pouco espaço que agora tem medo da luz do sol. Sai daí, menina! Algum encorajamento ? Seria clichê dizer que anseio por pessoas que não usem o que eu disse contra mim? Precisamos mesmo é dos clichês e eu admito que anseio. Anseio por olhares e atenção que não seja direcionada a mim por pena mas porque é agradável estar comigo. Mas se eu não for agradável ? Tantas dúvidas, cruéis. Como espadas de dois gumes cortam os dois lados do meu ser, alma e pensamento. Por que fiz um juramento a qual nem mesmo acreditei ? Se eu desesperançar, não me deixe partir. Faça me sorrir e me lembre que enquanto eu existir minha sina será me apaixonar pelo que deveria ser e espalhar esse dom de palavrear pelo mundo. Talvez algum moribundo resista ao assistir minha conquista e se inspire a viver. Justo eu das pensantes a mais moribunda, morrendo pelo mundo sem antes pedir perdão. Tudo que eu mais quereria é um peito aberto para eu adentrar, me esconder, me afogar. Um peito que dissesse para eu ficar que comigo lá dentro o mundo é menos vazio. E mesmo que fizesse 40 graus na sombra eu quereria para sempre o eterno calor do amar. Os "porquês" seriam vagos se não houvessem mais respostas cabíveis. O desprezo amarga, mas este é assunto para outro texto, este foi devaneio vívido e real por ter lido a mim por ter lido (você) o mundo. Por amar o desconhecido, por poemar, por po(amar)-te e trazer (te) até a poesia de meu ser.      
13 de dezembro de 2014

Mar em pingo d'água


Prendi meu cabelo com um laço porque ele não se comporta bem perto de você. Tende a se esvoaçar a perder o controle, a se comportar mal, a desatinar. E ao acaso tenho coragem de estar perto de você, de soltar minhas ligas, desatinada por completo. Mas você cometeu um erro, meu bem. Deixou que tudo fosse ao meu modo, me deixou assim livre, solta e sem quadros. E eu nunca estive assim, sempre precisei das limitações, das regras. Mas você me deu espaço. Um espaço que eu não soube usar, que me deixou mais constrangida do que à vontade. Eu nem sequer tinha expectativas e só soube ser solta para você me ensinar a dançar descalça. Eu não soube rodopiar sem as sapatilhas que limitam o movimento dos meus pés. Não sei ser precisa na imprecisão. Desculpe, mas não aprendi a dançar na floresta do teu peito. Não aprendi a navegar no teu pensamento. Não aprendi a ser o brigadeiro da sua panela. Soltei meu cabelo pra você ver a imperfeição, aquele corte desalinhado combina com o desalinho dos nossos corações. Você derramou em mim cachoeira de mar enquanto eu fui apenas um pingo d'água e por dentro eu nem mesmo sabia o que estava fazendo, porque você fez tudo. Se derramou mais do que cabe em mim e eu sem saber o que fazer com tanta água fiquei muda. Não havia mais nenhuma palavra que não estivesse submersa no seu mar. Algumas começaram a boiar e aos soluços eu disse. Que infelicidade foi dizer, dizer coisas sem sentido que você nunca entenderia, mas eram as únicas coisas que ainda lutavam em não se afogar na superfície. O resto tinha decidido prender a respiração e se resguardar no fundo. Sua constância deixou me constrangida, você não se lembrou de me esquecer. Mas soube me prender na sua liberdade, uma prisão bem mais atuante que as regras impostas. Não soube ser livre, não aprendi a voar, meu balé precisa de sapatilhas, meu cabelo tem que estar preso. Minhas mãos frias combinam com a frieza do meu coração, não se espante se eu não me derramar (derramei, não amei). Não morra pela inanição do meu amor meu bem, ele precisa de uma jaula e de um vigia que observe que aos poucos ele pode se mostrar. Perdoe -me por não aprender a ser mar (e a te amar como você queria), por enquanto sou apenas pingo d'água e medo de você se aproximar.     
23 de agosto de 2014

Um saculejo, um ensejo

Saculejo. Saculejar é preciso. Saculejo já me faz rir. Saculejar é neologismo. Faz me rir. Saculejar é pretexto pra prosa solta e verso. E verbo me falta onde a timidez alcança. E saculeja tudo em mim e meu peito palpita de prosa e pranto. Planto poesias sem fim no eterno saculejo da vida. Sorrio e tudo se remexe em mim. A vida, esse eterno saculejo. Saculejo não existe. Saculejar é preciso. Saculejo é balanço doido, é erro de português mas quem verdadeiramente é errado é quem fala correto e não vive o que diz. Que saculeje sua vida então. Meu peito palpita de prosa e pranto e dói. Dor palpitando, ansiosa chegada esperada partida. E partilho em silêncio os saculejos da vida. Anseio um abraço mas o medo do laço é que me faz continuar no estado de inércia, o qual todo ser no mundo tende a ficar. Mas saculejar é próprio, é anseio e movimento. Partilho a partida e me dói deixar um pouco de mim. Mas rever é feliz, feliz estou por rever uma amiga de ônibus. Ela me abraça e relembro e já não sinto falta de um abraço. Ou sinto e minto. A vida é isso mesmo. Um eterno saculejo, um sorriso e um azulejo, uns quadradinhos de histórias e estórias. É em si o infinito neologismo. 
3 de julho de 2014

Apenas metáforas


Eu não sabia que era capaz de perdoá-lo. Depois de tudo que ele fez, a farsa, as mentiras e mesmo sem ter admitido o próprio erro ou ter me pedido desculpas eu desculpei-o. O que sinto agora é uma imensa vontade de descobri-lo. Eu poderia simplesmente ir até ele e pedir uma explicação que eu sei que ele nunca dará. Mas não posso, não é orgulho é só proteção. Ele nunca foi sincero comigo ou pelo menos em grande parte não foi. Não é certo eu correr atrás de um mentiroso que pode destruir ainda mais meus sentimentos. Meu desejo é que ele viesse até mim pedindo perdão e dizendo que sente muito e que sente algo por mim. Eu duvidaria, mesmo que uma dúvida fingida mas sentiria uma... Não sei o que sentiria, nunca fui a pessoa que sente mas sou a pessoa que imagina. Por mais dolorosa que foi essa experiência de ser enganada parte de mim ficava feliz por ele sempre ter estado tão perto, mesmo que eu não saiba quem ele é de verdade. Resta-me agora apenas escrever o que tanto preciso esconder. Mais uma vez ocuparei os esconderijos do meu coração. Aqueles que por tanto tempo deixei de portas fechadas e tornei-me mais transparente inutilizando-os. Agora tais caverninhas do meu ser voltam a estar ocupadas. Na caverna maior habita uma vaca muito sábia, intocável e sagrada, uma flor que nunca murcha e que nasceu entre pedrinhas e espinhos. A flor abriga uma fada de asas douradas que está morrendo. A fada chama-se Esperança. A flor é seu abrigo mas suas pétalas a sufocam por mais macias que sejam. A flor imortal floresce, ela deseja incessantemente ser arrancada dali. Ela quer sair daquela caverna e florescer em meio à luz do sol e ao brilho do luar. A vaca a vigia e não deixa que nenhuma criaturinha da noite a colha e leve-a para fora da caverna. A esperança padece e o vento frio adentra a caverna gelando meu peito. Mas são apenas analogias que faço para desgrenhar os fios das meadas em meados do meu ser. Apenas analogias.

Vocabulário metafórico: vaca=razão, fada=esperança, flor=sentimentos e emoções.
1 de julho de 2014

Calma sem carma



Sinto carma, me sinto um carma, meu próprio carma sou eu, é tão difícil conviver comigo mesma e depois deixar tudo para trás agir como se eu não sentisse nada, como se eu não fosse nada (não sou nada mesmo). É pior conviver com seu carma quando ele já se tornou você, ou ainda pior, grande o bastante e capaz de se fundir ao seu próprio ser. Todos nós temos um carma mas a maioria das pessoas consegue pelo menos dormir sem ele ou não pensar nele. Talvez uns dirão que pareço atriz, que sou a rainha do drama e etc… Não queria que ninguém visse o que eu escrevo sem pensar mas que fique claro: ninguém é forte o tempo todo, e uma hora tudo escapa, você escapa de si se descontrola, joga toda a reputação que criou para o ar como se esta nunca houvesse existido. Deixo rastros o tempo todo sobre o que realmente sou, mas parece que é tão fácil encobri-los que quando realmente percebem como eu sou e me sinto me desespero. Não recupero tão rapidamente a essência das alegrias constantes.  Sinto falta, faz me falta ser somente eu sem me culpar por ser eu. Conformar me com a minha essência de ser ou muda la. Sem carma, com calma, depois dos desabafos e das lágrimas o jeito é prosseguir, esquecer como me sinto quando estou sozinha e quando penso demais. O jeito é seguir em frente dando trancos e passando por barrancos e vez ou outra construindo uma ponte de amizade que me faça conseguir chegar ao outro lado do rio. Porque a vida é isso mesmo, um dia a gente sente no outro a gente só é feliz. Feliz por inteiro,sem carma. Calma ! 





2 de dezembro de 2013

Analogias (Parte 2)


Abalou. Tirou tudo de seu lugar. Como uma avalanche encheu-me de problemas, como enchem-se bolas de neve na junção de seus flocos. Encheu como são inundadas cidades em dias de enchente. Encheu-me, inundou-me, amou-me, ou tentou amar-me. Ou fingiu.
Súbitos tremores, como tremem os prédios e se despedaçam vítimas de um terremoto. Fui vítima, fui sua vítima e sentenciou-se um fim, o fim das minhas alegres emoções. Tomou-me e não deixou-me ir quando foi necessário. Deixou-me quando foi preciso ficar, em meio a soluços silenciosos que me deixavam trêmula e sem chão. Resguardei-me do mundo e me enchi de ti.
Não pude sentir... talvez tenha me amado tanto e tão profundamente, tão incondicionalmente, e perdida em meus erros não percebi. Nunca notei o quão alto as músicas tocavam no seu coração e eu presa no meu quarto frio não notei que o que afastava-me de ti era nada menos que eu.
Restou algo que não me abala, que deveria mas que fortalece. Os geisers de saudade que aparecem de tempo em tempo sob alguma pontada de sorriso envergonhado e que fazem-me recordar o clímax de nossa estória, àquele criado por mim. Criado em noites de nostalgia, clímax que nunca existiu. Um analogia sem fim de um cérebro cansado!


Oi galerinha, quanto tempo! Estou de volta relendo os textos guardados nos rascunhos e publicando alguns. Espero que gostem! Beijocas :*** Esse ficou bem pequeno mas como é uma serie terá a continuação. Aguardem! 
14 de outubro de 2012

Analogias


Hoje voltei a escutar as músicas que prometi nunca mais ouvir, todas ainda me lembram você. Hoje voltei a escrever nesse site que ninguém lê e percebi que você ainda é uma das minhas inspirações para escrever. Talvez a única, se não, minha preferida. Desejei sentir teu cheiro que nem me lembro mais. Fantasiei minhas ideias sobre você. Não me lembro bem se tudo que dizia e como me fazia sentir amada era verdade. Não sei se sonhei, não sei se criei-o para tirar-me dos dias entediantes. Sei que foi embora, foi para algum lugar que não sei se sente minha falta ou tanto faz.  
Nostalgia cruel essa que me invade. Fantasiei demais, o que era para ser apenas recordado virou quase um pesadelo. O que me lembro de você não sei se criei ou se realmente existiu. Mas como saberia? Criei analogias sobre você, ideias inexistentes ou preexistentes floreadas de utopias, de loucuras.
Afoguei-me em recordações não sei se é tragédia ou comédia. De qualquer forma estou fria, apesar do calor insuportável dentro de casa. Nenhuma lágrima desceu, até que tentei, pela primeira vez desejei as lágrimas, os soluços. Nada veio, queria chorar para poder tirar o nó atado em minha garganta.
Esses elos que me prendem a você. Não sei explicar você apareceu como quem não quer nada e realmente não quis. Ou não viu o que ofertei, parece que a oferta foi pouca para você, apenas um coração cheio de ti. Talvez seu ego fosse grande demais e não pudesse suportar mais de ti em meu coração. 
Queria mais recordações e menos analogias, queria poder saber se aconteceu algo, se você realmente disse aquelas palavras doces ou aquela cantada engraçada, queria parar de sonhar com seu sorriso.
Porém é você que ainda me tira o sono e a concentração. Foi há quanto tempo? Nem me lembro, um ano, dois? Ah se nostalgia fosse droga, se já não é droga o bastante quando vem acompanhada com uma dose grátis de você sem tua presença, se é que me entende.
Fantasiei, sonhei, idealizei, amei, fiz analogias e utopias, perdi, perdi-me, perdi-te  em meio a nostalgia e a confusão. É trágico como nunca saberei o que realmente aconteceu...
Esse texto sempre será inacabado, assim como nossa história, algo que não acabou-se e nunca saberei se acabará.

Faço analogias pois essa é a maior consequência de minha pobre nostalgia surreal!      
28 de julho de 2012

Fases e Frases




Às vezes me pego tendo saudades de mim. Saudades de quem eu era antes de conhecer certos sentimentos. Saudades das minhas alegrias e também  das dores que eram curadas com um curativo qualquer. Tenho saudades daquele tempo em que eu era uma adolescente que não conhecia o que era platônico que conhecia somente a cor dos olhos das bonecas de infância que agora trocara por um computador, mas que estavam lá presentes em sua coleção. Tenho saudades daquele tempo de menina que não aprendeu a se apaixonar, que pensava que não havia acontecido porque era fria demais para amar. Sinto sim falta daqueles tempos em que eu achava inútil as dores das minhas amigas, realmente eram dores inúteis que por ventura vieram bater a porta do meu coração e incomoda-lo com uma dor desnecessária. Sinto falta do tempo em que a vírgula era apenas uma vírgula e o ponto final era apenas final de frase e não final de fase. Fase cujas magoas demoraram a se apagar, fase onde as esperanças deixaram marcas e os sonhos cicatrizes. Mas mudar é sempre necessário é parte de nossas vidas e creio que um dia agradecerei por ter mudado, afinal mudar de fase para mim significa: Eu amadureci.
Lua não possui um brilho próprio mas é completada pelo brilho do sol que a aquece e a ilumina, tem suas fases. A fase a qual está cheia é como às vezes me sinto, cheia de sentimentos, às vezes cheias de alegrias outras vezes nem tanto, mas está cheia, completa. Completa e iluminada pelo brilho do sol, sol  que queima no verão ou sol que aquece no inverno, tudo depende de perspectivas e de um modo diferente de enxergar as coisas. 
Fase de ser nova, pequena, intacta, renovada. Lua nova que recebe a cada estação a oportunidade de ser nova de crescer diferente, de brilhar novamente, fase que mais admiro na Lua fase que me completa que me interessa pelo fato de ter a oportunidade de ser diferente novamente e novamente.
Lua crescente, fase intermediaria onde podem ser alcançados objetivos, onde podem ser realizados sonhos ou desejos. Fase de crescer na vida de amadurecer até completar-se, até sentir-se cheia e completa. Para mim o mais importante não é a chegada e sim o que aprendemos no caminho até o final.
Minguar, devo aprender com a lua o mistério dessa fase, escrevendo frases, poetizando as palavras em ordens desordenadas. Simplesmente minguar, retornar ao que era anteriormente. Minguar sem deixar-se apagar pelos desafios, minguar com o mesmo brilho intenso de estar cheia e completa. Minguar é o processo de renovação, de simplesmente ficar menor para futuramente ser maior e melhor. Comparo minguar também com a saudade. Lua minguante é a saudade do poeta, o escuro recobre a lua assim como a saudade recobre mais e mais poesias e faz refletir-se na vida das pessoas. Saudade que recobre alegria e diminui um coração e faz dele refém assim como a lua torna-se refém do distanciamento do sol que aos poucos a torna invisível e nova. Renovada para um novo recomeço de fases e frases!

7 de março de 2012

Atos e relatos


Sonhei em redigir palavras, sonhei em digeri las também, digerir as mais ocultas, as mais ousadas. As mais fascinantes guardaria para mim se a memória não fosse vaga. Pesada respiração de alguém que está com o aparelho lacrimal ativo. Ora ora, o choro não era de dor, nem sequer era meu. Era consolo, era alegria, esperança, ou seja lá o que fosse não incomodava nem mesmo seu emissor. Senti uma pele macia e lisa como seda tocar meu ombro, pele molhada e quente como fogo que arde. E ardeu, ardeu o coração e arrepiou a espinha. Quem dera eu soubesse tudo antes do fim. Fim que acabou em recomeço. Mas foi bom, com os pés no chão o coadjuvante do filme da realidade manteve se integro e não deixou me cair em minhas próprias teias. As palavras desejadas agora eram atos, a vida em três atos : Amar, esperar e perdoar. Simples atos ou simples palavras? Escolhi a segunda opção... Difíceis atos, gratificantes atos. E o coração de quem um dia sofreu e chorou pelos cantos reclamando da vida foi substituído. Foi cancelado e em seu lugar foi derretida a antiga pedra de gelo dura e fria dando lugar ao mar infinito de calor e sorrisos. Mar de alegria, mar de consolo. As utopias se tornaram vazias pois realizado foi o sonho e enterradas foram as decepções. E eu parti para um novo mundo, um mundo completo. Onde eu completo meu eu, onde eu me amo mais, talvez não serei correspondida em um futuro próximo mas aprendi que ser completa é apenas não deixar o vazio entrar é encher se do que me faz feliz, mesmo que encher me for tomar sorvete de flocos e comer bom bom. 
24 de janeiro de 2012

Iceberg



Futuros incertos, amores abertos, mentes fechadas e uma única certeza na qual ainda me firmo. Lágrimas, olhares arrebatados por pensamentos de outro mundo de outras dimensões. Dimensão do amor, tão complexa, tão perfeita, tão necessária! Ou desnecessária, não sei. Desejo é fogo que arde e não se detém antes que se consiga o objetivo ou objeto. Desejo é quase como uma ambição ou pudera se tornar ainda pior de tempo em tempo. E um olhar aconteceu e ele bastou para que tudo desmoronasse. Ai se eu pudesse compensar o fim do mundo com um abraço. Abraço? Ora ora. Imerecido abraço de quem transtornou minha visão, como pudera me deixar cegamente complexada de paixão? Ora ora. Novos tempos, descobrimos que o meu coração de gelo, frio e duro como um iceberg… Enfim com o tempo vieram os raios solares o efeito estufa em minha mente cegamente desgovernada e o aquecimento global do meu coração. E a alma fria e dura como a terra talvez pudera ter sido alma engajada nesse ser complexo que ainda não se descobriu. Como a terra que apenas foi vítima e protagonista de mais uma ilusão de amor.
Esse poderia ter sido o desfecho desse breve texto, não acha? Mas a estoria continua pois a alma ainda estava viva e não se recuperou a ponto de se saber se partiria agora ou se ainda restariam esperanças de voltar a vida não vegetativa!

Depois daquele olhar retumbante e desgovernante se pós de pé. Confessou suas mágoas e cometeu seu maior erro. Mostrou a todos publicamente o seu ponto fraco. Amor. Não correspondido. Mas ainda haviam forças para lutar e a fera de beleza esplendida mostrou seu desfecho nunca visto antes. Libertou sua luz interior e se recuperou com a força de uma de suas maiores atitudes. Atitude na qual se orgulhou por toda sua vida. Sim, a certeza de que colocar um ponto final não a faria ainda pior. Endurecer se não era a solução. Solução era amar se mais para que pudesse ser amada também por alguém que a merecia!
Um coração e um dragão fortificado dentro de um só ser, que deviam caminhar e amar e amar afinal eram um só desde sempre o que acontecera era que a ingenua dona desse corpo não descobriu se antes de ter sigo magoada! Mas foram curadas as suas magoas por um amor verdadeiro e infinito que duraria para sempre!
E o iceberg se partiu no meio do oceano e se juntou a ele na grande imensidão assim como rio se acaba no nascer do mar. Partiu para ser maior e mais poderoso para poder tomar conta de tudo ao seu redor, para ser nada mais nada menos do que sempre foi. Frio porém amado! Se achou na imensidão e se findou a solidão!
E a garota seguiu a cantarolar sua única certeza! Achara se, achara o outro, achara amor. 
12 de janeiro de 2012

Borboletas



Voam graciosamente de um lado para o outro livres. Outrora se encontram presas por um sentimento ininterrupto de aflição ou de qualquer coisa que eu ainda não saiba. Tão graciosas, belas de aspecto leve e ao mesmo tempo pesadas dentro de mim, como se fossem uma tonelada de chumbo com asas se debatendo em paredes sensíveis , querendo se soltar para a imensidão. Elas sempre voltam, -disse um certo compositor- e o seu infeliz jardim sou eu. Ora, ora o compositor estava correto elas voltam, mesmo quando eu não consigo vê las, aliás eu nunca posso vê las mas elas estão lá exercitando sua vontade de fugir de dentro de mim. Há meses atrás elas se concentravam apenas em meu estomago, porem nos últimos dias elas tomaram posse dos meus pulmões me tirando o ar. E porque não dizer que elas estão por toda parte em meu corpo?
Pobres seres indefesos não tem culpa alguma do meu ódio por eles, seres tão graciosos por que fui compara los com meus sentimentos infames? Era questão de necessidade referir aos meus sentimentos de forma menos magoante. Se pudesse feriria meus olhos só para não ver aquele ser apaixonante, mas não podia ele me prendia me deixando de mãos atadas, como nenhum já havia feito. Em posição fetal me contorcia na cama todas as noites esperando uma chance de tentar parar de pensar naquele alguém tão bom e tão agonizante. Vê lo era a forma mais generosa e espontânea de ferir alma, corpo e coração. Os arrepios eram os motivos de vergonha seguidos pelas lágrimas secas, e as borboletas eram apenas as consequências de um emaranhado de problemas resultados de uma paixão mal correspondida e porque não dizer incompreendida. E a constância de tudo era o motivo da própria existência. Quem me dera pudesse algum dia libertar aquelas pobres borboletas.



18 de setembro de 2011

Cortinas de ferro!

Para trancar todos os meu sentimentos de você eu só preciso de cortinas de ferro. Para conseguir odiar o que mais amo só preciso... Me esconder de você quando todo mundo sabe e todo mundo percebe o que eu sinto. Aprendi a não me machucar quando a raiva toma conta de mim. Mas as cortinas de ferro não existem e todos veem como eu me torturo amando você. Parece que você quer me ver chorar, aprendi... Minha ignorância é meu maior presente para você é o que você merece. Mas minha maior tortura e tentar esconder que eu prefiro ver você feliz longe de mim do que eu ser feliz com você. Aprendi o que está certo e o que está errado e o que cabe dentro dessa caixa de emoções. Quero arrancar de você essa cortina de ferro e coloca-la em mim só pra ninguém perceber que é por você que eu... Faça o que quiser, me mate nesse suspense mas não se esqueça que eu choro... Noites infinitas parecem nunca acabar. Preciso decidir entre você e eu. Pensando bem eu gosto mais de mim. Mas não há como mentir essa é a minha decisão não existem cortinas de ferro e a sua bala atravessa minha janela atravessando meu delicado lenço que a cobre e penetrando em meu coração. Inexplicável como você veio parar aqui arrancando tudo de ... Não existem cortinas de ferro, minha suposta segurança não é proteção, você me flertou com seu inútil coração (amor) agora. Não é possível mais ficar de pé, só resta... Esperar tudo... Passar.
2 de agosto de 2011

Digitais


Certa vez um poeta me disse que nossas digitais não se apagam na vida das pessoas em que tocamos. Então eu criei minha própria tese sobre o que ele disse. Nossas digitais realmente não se apagam elas estão lá talvez transformadas . Se não são apagadas simplesmente são esquecidas e por cima delas há outras digitais que as cobrem tomando o seu lugar, como um tapa buraco que não resolve nada. E de nada adianta tentarem tapa-las com outras digitais porque cada digital é simplesmente única e diferente. Se nossos rastros não são apagados e sim esquecidos, há uma ponta de esperança pois tudo que é esquecido pode ser magnificamente lembrado e relembrado. E todas as digitais podem ser reencontradas por não existir nada que possa destruí las nem ao menos a força do tempo ou da velhice.
#Tentar apagar uma pessoa da sua vida pode causar feridas irreversíveis. Tentar esquecer é ainda pior, pois não se pode esquecer o inesquecível e o inevitável. 


4 de julho de 2011

Silêncio

Aquele velha frase 'Dê tempo ao tempo' às vezes pode se resumir em apenas silêncio, se calar para si mesmo e fazer mais do apenas falar, simplesmente esperar descobrir e decidir o que fazer então. Se calar para as circunstâncias e apenas ouvir a voz do coração e o seu batuque surdo. As vezes palavras não são necessárias quando a força do silêncio é mais forte e tem a capacidade de dizer e entregar a mensagem melhor do que as palavras. Silêncio às vezes abominável silêncio em um quarto frio e escuro, ou silêncio adorável silêncio em momentos de stress, dor ou culpa. Não sei bem ao certo qual a força do silêncio mas o que não devemos fazer é torna-lo infinito e guarda-lo no peito como algo que corroí por dentro. Se calar, não dizer nada, aliviar as tensões dos dias loucos, entrar no eixo e esquecer o que passou ou pelo menos não lembrar por um longo prazo. Verdades que eu nunca quis escutar agora vem a tona com o simples pensar, eu sou o disco que você nunca quis ouvir e agora em silêncio você me faz sentir o que eu nunca vi alguém dizer o bastante, como voltar atrás e apagar o que eu nunca disse. Eu só queria uma chance pra falar mas estou mudo e em silêncio e você me fez ficar, sozinho em choque. Não sei porque ainda insisto em ficar em pé nesse silêncio que não dá, nunca quis você assim, aqui, tão perto de mim. Me dê uma chance pra falar apenas em silêncio e sussurrar no teu ouvido pra você tentar decifrar e voltar atrás nos tempos em que eu podia dizer te fazer sentir, que você era assim, simplesmente. Quebrar o silêncio que se formou em mim, que guardo aqui dentro, no meu peito que cresce como uma ferida!  
      

29 de junho de 2011

Sonhar


Por onde anda a tal força de vontade? Onde está ela? 
As vezes construímos sonhos e banalmente os enterramos junto com pensamentos inúteis de desistência e tudo que criamos simplesmente vai por água abaixo. Por onde está aquela garra que me guiava? Por onde está a vontade louca de viver intensamente eu já não sei mais. Não sei por onde estão meus sonhos fortes como um leão que de repente se esconderam pra sempre em lágrimas fúteis. Desistência como ela está tão presente agora e a resistência de viver já é tão fraca e frágil como uma pena. É errado eu sei simplesmente jogar tudo fora, mas o que fazer se a força acabou? Se tudo que planejei foi em vão nada mais faz sentido. Jogar tudo fora e esquecer o que foi enterrado agora é a única opção. Por simplesmente pensar no que os outros vão dizer tentei me esconder e acabar com o que sonhei mas não vale a pena pois só serei notada um dia pelo que verdadeiramente sou. Então se tudo acabou é melhor desenterrar tudo de novo e fazer um novo recomeço agora mesmo. As deficiências agora não existem mais, e o mais belo som já não é capaz de me fazer chorar de alegria ou de tristeza, as sinceridades não são escondidas mais. Elas vem à tona com a maior naturalidade possível. Ser o que você é, eis uma razão pra continuar a sonhar!      
28 de junho de 2011

Palavras ao Vento!

Tudo não passava de palavras ao vento, palavras sem sentido para aquela ocasião, enquanto você me dizia um 'eu te amo', eu lhe dava as costas sem dar ao minimo atenção. Atenção, você disse que era isso que precisava, que tinha bebido e estava carente. Mas bem se você quer atenção a garota vai te servir por muito tempo.
...Mas o tempo passa agente se sente mal por estar certo, ou por ter pena demais. O mundo gira, e olha você   de volta nos meus braços, ao som do batuque do meu coração. Som agitado em noites tranquilas, e agente se sente feliz novamente, apesar do receio de um recomeço. Tudo volta, mas não como era antes, suas juras de amor quase me convencem. Depois de alguns meses tudo não passou de um desentendimento, você estava consolando a coitada e ela te abraçou. E o esquecimento vem a tona e tudo está quase um mar de rosas, lindo e perfeito. De repente o seu lago secou, a lona caiu, a cortina se fechou, o espetáculo acabou, e só um milagre vai fazer eu mudar de opinião sobre você. Mas  você não é Jesus pra fazer milagre, GAME OVER , não existe reiniciar ou voltar atrás nesse jogo, quem controla o jogo agora sou eu e a ultima palavra   agora é minha. " Foram só palavras ao vento", e você sem entender se joga de joelhos a mim e faz novas juras de amor e mente pra si mesmo, si engana seu burro jogando conversa fora. Chega, o ar já está carregado das suas farsas e mentiras, não tem como não notar. No final viro-me jogo seu presente inútil e digo a mim mesma.
'Serviu enquanto durou, GAME OVER jogo acabado jamais reiniciado, as minhas palavras assim como as suas não serviram para nada não tiveram sentido algum, não dá pra arrancar ferrugem sem tirar pedaço, Você não presta. Eu nunca serei o seu troféu!

27 de junho de 2011

Congelada




As vezes sinto que a minha criatividade acabou, que os meus sonhos foram enterrados, que as minhas forças acabaram. Penso em talvez dar um good by para a vida, e dizer um adeus para tudo o que passou e me congelar no tempo. Congelar tudo e não mudar nada, porque o passado não pode ser desfeito e o futuro nunca deve ser esperado, pois a vida é simplesmente imprevisível. E nesse silêncio profanado eu queria congelar minhas lágrimas e destruir minhas promessas. Ofegando nesse quarto escuro eu sonho em estar congelada, estatizada no tempo. E apagar todas as faces na minha mente. Deixar o sol nascer e quando enfim o gelo frio, duro e com um brilho de dor o sol tocar congelada quero derreter e secar indiferente, como alguém que contempla a beleza da mentira que cobre as pessoas como máscaras de gelo.
26 de junho de 2011

Liberdade


Quem nunca sonhou em ser livre? Mas e essa tal liberdade o que significa pra você? E quando a conquistar, o que fará com ela? Liberdade é um tema um pouco dinâmico e diverso, mas que causa muita tensão nos adolescentes de hoje. Ser livre é uma condição pra você? Ser livre pra fazer o que? Nada mais nada menos do que quem sempre quis ser livre pra contar uma história a você. Era uma vez alguém em algum lugar quis ser livre, mas a liberdade tem um preço que esse alguém não sabia. Ate quando confiar em suas próprias escolhas? Será que está realmente preparado pra sair e não se perder em sua própria confusão? Esse alguém não sabia o que esperar da liberdade não teve paciência e quis voar sem deixar secar suas asas. Então tudo correu rápido demais e no fim das contas a liberdade se tornou um medo e voltar pros braços da mãe não pôde mais ser uma opção pra esse alguém. As vezes nos limitamos querendo o que devemos conquistar, liberdade não é algo que se ganha com o tempo mas é algo que se conquista a medida que aprendemos usa-la com responsabilidade. Talvez quem realmente liberte você talvez dos seus pais seja você mesmo dando a eles confiança e respeito. E mais imagine que você se sente preso em uma torre sem portas, mas para que existem as janelas então? Só quem pode te libertar é você mesmo, usando o que você tem de melhor. Seja livre de tudo que é ruim essa é a verdadeira liberdade!