Ver você me magoa, dói lá no fundo. Ver que você tem feridas dói muito. Eu sei que você está doendo por mais que diga que não. Eu sei que está, eu sinto, eu vejo, eu percebo. Percebo que você me evita e que já não é mais o mesmo. Dói muito não poder fazer nada por nós. Dói saber que foi um erro parar de pedir a Deus para que Ele não me deixasse confundir meus sentimentos. Dói saber que sempre foi questão de tempo até eu começar a sentir uma coisa diferente por você. Essa coisa que eu não sei o que é mas que me magoa, me corta por dentro. Eu só queria deixar de sentir e de falar nesse monólogo. Só queria que você entendesse minhas metáforas. Só queria não ter me defraudado com tantos coisas. E nem foi o fato de você me ajudar quando precisei, naquela época eu soube não me defraudar emocionalmente. Mas agora... não sei o que aconteceu comigo que eu me perdi de mim mesma. E parece que eu me encontro em você mas quando você vai embora ou me afasta e se irrita comigo dói muito. E eu não quero mais te ver, mas é tão inevitável. Todos os meus melhores amigos são os seus e eles me amam e se importam comigo. E eu sei que você também se importa e eu também me importo com você. Sei que agora é hora de dizer adeus, de não deixar isso crescer em mim. Eu poderia pensar que é a depressão voltando, mas eu estou tomando todos os remédios certinho, eu juro que estou. É difícil ver você pisando em ovos com todo mundo e eu tendo que fazer o mesmo com você. Odeio essa falta de naturalidade entre nós. E eu me odeio por ter sido a garota desajuizada que se defrauda pelo fato de ser sido fraternalmente amada. Detesto não poder mais ser quem sou sem máscaras com você. E eu sei que você já não é mais o mesmo para mim. Agora você é a incógnita que eu sinto. E eu peço a Deus que Ele encontre o resultado dessa variável.
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10 de setembro de 2016
Um monólogo qualquer
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Jardineira
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11:46
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6 de junho de 2016
Regador
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Jardineira
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22:42

É muita responsabilidade estar com seu coração nas mãos. É muita responsabilidade te abraçar e ouvir seus suspiros, sua respiração profunda, seus medos, seus anseios e os batuques do seu coração. Te ouvir por inteiro. Mas ouvir o batuque do seu coração acelerar me deixa calma, ouço como música e por enquanto é a melhor melodia que posso sentir. Mas sabe, eu amo sentir tudo isso. E eu espero que Deus me abençoe para eu poder cuidar bem de você enquanto eu puder. Que Deus me dê sabedoria e compaixão para ouvir seus desabafos e me colocar no lugar do seu sofrimento para que eu possa ser o seu colo, o seu ombro amigo, o seu aconchego. Que o Criador nos dê muitos momentos felizes como um dia simples no parque deitados num lençol vermelho contemplando o céu. Nada de muito majestoso, afinal nós sempre nos encantamos com a simplicidade. Sabemos rir dos insetos e sentir o vento no rosto agradecendo pelo frescor da manhã e pela beleza da luz do sol. Gosto de observar seus trejeitos e como você se comporta com a minha mal criação. Tenha paciência pois estou disposta a ser aquela pessoa que ajuda a segurar a sua barra e sorrir com você enquanto houver dentes na boca. E mesmo que os dentes caiam e as cortinas fechem, que a gente possa sorrir da banguela um do outro. Quero que sejas meu raio de sol todas as manhãs para que eu sinta o raiar do dia sob meu rosto com um beijo quente. Apesar de ainda não saber o que sinto por você sei que sinto muito, sinto tanto que transborda, sinto que me acalma e que me agita por dentro. Sinto que posso contar com você. Sinto que sinto. Espero sentir muito mais e por muito tempo. Espero te sentir muito além de beijos e sempre mais que abraços. Quero sentir sua alma e cuidar dela como se fosse uma flor. Quero te regar até que você deixe de ser uma avenca e eu tenha que destruir as paredes porque você se tornou em mim um carvalho majestoso e é impossível ignorar um carvalho. E se você for mesmo uma planta, se plante em mim. Seja minha sombra, seja meu amigo, seja meu amor.
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26 de fevereiro de 2016
Na porta dos meus medos
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Jardineira
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09:56
Ela vem bem pertinho pronta para derramar e molhar minha face, algo não a deixa escorrer. Retomo o controle. Respiro fundo, está tudo bem. Não preciso sofrer por antecipação. Mesmo assim eu sofro. Sofro de ansiedade por não ser metade do inteiro que pertence só ao meu âmago. Aquele que ainda não permiti que desabrochasse, ou que por falta não sei de quê decidiu ficar guardadinho esperando a porta se abrir. Uma porta fechada pela tranca do medo, o medo do desatino, o medo de ser quem eu sinto, o medo de deixar de ser metade, o medo de viver. Baque! A porta é encostada mas ainda há uma fresta por onde meus sonhos escorrem e são devorados pelos medos. Ah, esse bicho imundo devorador de nuvens de algodão. Na porta dos meus medos é que me encontro, pronta para encará los. Mas não com força suficiente. Só eu tenho as chaves desses labirintos, mas sou hipermetrope, não vejo os contornos da fechadura, não encontro a chave certa para aprisionar meus medos na caixa de inúteis. Tenho medo do escuro, tenho fotofobia com o excesso de claridade. Tenho medo de quem está morto e desconfio de quem está vivo. Freud explica? Como alcançar as chaves da prisão da própria mente? Como encontrar a saída? Bom, se eu não consigo abrir a porta então é melhor pular a janela do quarto andar dessa cidade quente onde o único inverno é do meu coração.
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30 de junho de 2014
Fora do roteiro
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Jardineira
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19:23
Há dias em que o céu dela está nublado em uma tarde ensolarada, há dias em que chove dentro de seu apartamento. Há dias que ela acorda sem vontade alguma de sair da cama. Em desaprovação ao mundo ela levanta-se. Ela tem que superar, tem que vencer uma batalha por dia. Tem que ser feliz, ser feliz é condicional para uma vida saudável. Ela tem que ser alegre, ou menos que alegre. Tem que ser racional. Ela sempre foi racional, racionalidade nunca lhe faltou. Mas a mesma racionalidade que a salva todos os dias também a condena. Ela não aprendeu a acreditar, duvidar talvez não faça parte da racionalidade de certo mas para ela duvidar fazia parte do exercício de vida. Agora sabendo que duvidar de tudo é quase desesperador ela tenta acreditar em alguma coisa. Ela sempre acreditou em tudo, menos em si mesma. Este é o pior dos exercícios. Acreditar em si mesma não fazia parte do plano, mas às vezes o que não está no roteiro é o mais necessário. Não há mais aquele alguém que se encaixa à aquela música que ela gravou. Não tem mais ninguém que ria de uma coisa boba que ela disse. Não existe mais alguém em quem ela confie para dizer os seus problemas. Não estava dentro do roteiro estar sozinha. Não estava dentro do roteiro ter um roteiro. Ela se viu mais forte como nunca, tão forte como nunca sonhou ser. Mas ela é uma garota forte e ninguém além dela pode provar o contrário. Ela descobriu de uma forma não muito agradável que as pessoas vivem por tapar o buraco das covas que cavam para a própria alma, mas tardam em cair em suas sepulturas. Tapam a infelicidade com falsos sorrisos. Poderia citar milhões de tapa buracos mas tornaria este texto um pouco mais tedioso e clichê. Falo das pessoas que são o próprio tapa buracos de outras. Não faz sentido mas algumas pessoas se apaixonam por outras para esquecer a última tragédia amorosa que a própria paixão trouxe. Sinceramente isso não faz sentido. Nenhum. Ela foi vítima de alguém que escolheu não se entregar, que escolheu tapar um buraco enquanto deveria ter curado suas feridas e só então dar lugar a um novo amor. Relacionar se não pede um roteiro, aliás um roteiro atrapalha tudo. Ela agora aprendeu a viver sem roteiro, porque ser inteiro é isso. É ser uma peça de teatro improvisada a cada dia.
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3 de fevereiro de 2014
Segunda-feira
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Jardineira
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21:27
Um dia comum, início de semana. Tudo começa novamente, mas não há recomeço. Ela sente novamente o peso de existir, o peso de ter defeitos, o peso de não ser o que os outros querem que ela seja, sente a tonelada em suas costas por não ser quem realmente quer ser ou por não saber o que realmente é. Ela largaria tudo, doaria todo seu sangue para conseguir agradar as pessoas, mesmo que ela não agradasse a si mesma. Mas não correspondendo as expectativas dos outros ela não supera seus medos pois tudo que ela gostaria de ser era agradável e começar uma segunda-feira de recomeços.
Ela nem se quer consegue pedir ajuda, para ela pedir ajuda seria admitir com mais força que ela nunca poderá se encaixar ou ser o que os outros esperam dela. Sua insensibilidade é uma forma de escudo para proteger se do mundo. Mas a verdade é que ela é sensível, muito sensível. Chora escondido e treina chorar cada vez menos na frente das pessoas. Ela tem que parecer conformada com sua condição, tem que parecer feliz para que não sintam pena dela. Ela odeia que sintam pena dela. Ela está cansada de ter atenção apenas de pessoas que sintam pena dela. Ela quer ser boa o bastante para construir relacionamentos por ser uma pessoa interessante não para servir de título para aqueles que acreditam que "ajudá-la" é um ato de caridade que tornará o ajudante uma pessoa melhor no mundo.
A garota está cansada de ser a lata de lixo dos outros. Está cansada de ser o depósito de lixo ou o próprio lixo. Está cansada de ter uma amiga que só lembra dela quando briga com o namorado. Está cansada do impossível. Nessa segunda-feira ela só quer se compreendida. Ela só quer que vejam o lado dela, que enxerguem o que fazem dela. Ela sabe que não é a melhor garota mas sua arrogância e sarcasmo não é por falta de educação mas para parecer um pouco mais impenetrável para acharem que ela não está sendo atingida pelas palavras duras, pelos insultos perfurantes. Ela quer pensar que não acredita naquelas meias verdades.
Mas ela sabe que é um monstro, uma inútil sem propósito nenhum de existir. Segunda-feira deveria ser recomeço mas é apenas um dia que mais uma vez ela erra e se sente mal depois de uma briga e da pior briga, a briga consigo mesma. É só mais um dia cheio de cicatrizes e feridas abertas. É apenas o primeiro dia da semana que ela se sente perdida, afinal domingo é dia de se entorpecer para esquecer que existe.
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26 de janeiro de 2014
Tapa-buracos
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Jardineira
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21:01
Viemos de fábrica zerados, sem nenhum defeito aparente. Mas ao crescermos somos moldados pela educação de nossos pais e pela própria natureza humana. Decidimos o que faremos com nossa vida e às vezes o que fazer com a vida alheia. Somos humanos, cheios de erros e defeitos. Humanos cheios de consequência. Humanos que aprendem a andar sozinhos, a pensar sozinhos - quando a alienação permite -, humanos que aprendem a usar a pior das drogas, apaixonar-se. Droga que abre crateras em nós e forma grandes erosões e que faz de nós cavadores de vida alheia ou da nossa própria.
Humanos cheios de orgulho e preconceito. "Este não é bom o bastante para mim". "Este é pobre consequentemente um alienado". Rotulamos as pessoas para que elas façam sentido em alguma parte do mundo. Ou para apenas tirar de nós o peso da dúvida de existir. Afinal, todos devem fazer sentido - discordo! Mas sinceramente as pessoas não fazem sentido algum e apenas o que elas são capazes de sentir faz menos sentido ainda que as próprias. O tal do sentir. O tal desconhecido sentimento que aproxima quem está longe mesmo que doa. Uma dor abstrata que é tão real como um infarto do miocárdio ou um traumatismo craniano.
Nós, realmente "nós" não faz sentido. A gente também não ! Junto ou separado, a gente não faz sentido de existir. Se um de "nós" não teve motivos para amar - talvez não aparente - apenas deixou - se levar pelo embalo de um sentimento sem sentido então faz sentido. Ou o sentido de ter se apaixonado foi apenas um tapa buracos para uma vida solitária ou outra lotada de desilusões e decepções.
Ninguém, absolutamente ninguém quer fazer sentido sendo o tapa-buraco de uma alma triste. Brincar de fazer sentido não faz sentido porque absolutamente não faz sentido ter sentido para tudo. Observo o cansaço dos que buscam um sentido para sentir, desde que o sentido não seja procurar algo que tampe suas dores em outra pessoa. Não há sentido em sentir "a gente" apenas sente.
Pessoas não são remédio, não são álcool, não são droga - claro que há exceções das que conseguem ser tudo isso juntas. Pessoas não são tapa buracos, é um pena que outras pessoas não saibam desta útil informação. Pessoas sentem e não gostam de se sentir apenas o ópio de outras, a cura temporária. O remédio enquanto a verdadeira cura não vem. Enquanto nada melhor acontece amar é prosa e poesia.
Sentir tem seus custos. Brincar de se apaixonar é crime. Forçar se a gostar de alguém para esquecer de sentir as antigas dores é o útil e imundo trabalho do tapa buracos. Que vá para o inferno quem ouse usar outros para tapar sua feridas. Ou que seja perdoado e atire a primeira pedra quem nunca o fez. Tapar não cura, talvez apenas pare de latejar a dor.
E que problema há em ser tapa buracos de alguém ? Desde que você não saiba não há problema algum. Mas se souber... Sinto muito mas vai doer. Doer muito. Afinal ninguém quer ser apenas um curativo. Merecemos ser a cura, desde que seja reciproco. Reciprocamente possível, para que não doa a saudade. Pois saudade mal curada se enterra com porres, com falsos amores, com aventuras perigosas, com ópio - o ópio de outros tapa-buracos, com adrenalina, com tudo que distancie o pensamento do sentimento. Tudo que faça por segundos esquecer o sentir.
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2 de dezembro de 2013
Analogias (Parte 2)
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Jardineira
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16:16
Abalou. Tirou tudo de seu lugar. Como uma avalanche encheu-me de problemas, como enchem-se bolas de neve na junção de seus flocos. Encheu como são inundadas cidades em dias de enchente. Encheu-me, inundou-me, amou-me, ou tentou amar-me. Ou fingiu.
Súbitos tremores, como tremem os prédios e se despedaçam vítimas de um terremoto. Fui vítima, fui sua vítima e sentenciou-se um fim, o fim das minhas alegres emoções. Tomou-me e não deixou-me ir quando foi necessário. Deixou-me quando foi preciso ficar, em meio a soluços silenciosos que me deixavam trêmula e sem chão. Resguardei-me do mundo e me enchi de ti.
Não pude sentir... talvez tenha me amado tanto e tão profundamente, tão incondicionalmente, e perdida em meus erros não percebi. Nunca notei o quão alto as músicas tocavam no seu coração e eu presa no meu quarto frio não notei que o que afastava-me de ti era nada menos que eu.
Restou algo que não me abala, que deveria mas que fortalece. Os geisers de saudade que aparecem de tempo em tempo sob alguma pontada de sorriso envergonhado e que fazem-me recordar o clímax de nossa estória, àquele criado por mim. Criado em noites de nostalgia, clímax que nunca existiu. Um analogia sem fim de um cérebro cansado!
Oi galerinha, quanto tempo! Estou de volta relendo os textos guardados nos rascunhos e publicando alguns. Espero que gostem! Beijocas :*** Esse ficou bem pequeno mas como é uma serie terá a continuação. Aguardem!
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7 de março de 2012
Atos e relatos
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Jardineira
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18:35
Sonhei em redigir palavras, sonhei em digeri las também, digerir as mais ocultas, as mais ousadas. As mais fascinantes guardaria para mim se a memória não fosse vaga. Pesada respiração de alguém que está com o aparelho lacrimal ativo. Ora ora, o choro não era de dor, nem sequer era meu. Era consolo, era alegria, esperança, ou seja lá o que fosse não incomodava nem mesmo seu emissor. Senti uma pele macia e lisa como seda tocar meu ombro, pele molhada e quente como fogo que arde. E ardeu, ardeu o coração e arrepiou a espinha. Quem dera eu soubesse tudo antes do fim. Fim que acabou em recomeço. Mas foi bom, com os pés no chão o coadjuvante do filme da realidade manteve se integro e não deixou me cair em minhas próprias teias. As palavras desejadas agora eram atos, a vida em três atos : Amar, esperar e perdoar. Simples atos ou simples palavras? Escolhi a segunda opção... Difíceis atos, gratificantes atos. E o coração de quem um dia sofreu e chorou pelos cantos reclamando da vida foi substituído. Foi cancelado e em seu lugar foi derretida a antiga pedra de gelo dura e fria dando lugar ao mar infinito de calor e sorrisos. Mar de alegria, mar de consolo. As utopias se tornaram vazias pois realizado foi o sonho e enterradas foram as decepções. E eu parti para um novo mundo, um mundo completo. Onde eu completo meu eu, onde eu me amo mais, talvez não serei correspondida em um futuro próximo mas aprendi que ser completa é apenas não deixar o vazio entrar é encher se do que me faz feliz, mesmo que encher me for tomar sorvete de flocos e comer bom bom.
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6 de fevereiro de 2012
Mulheres inteligentes e caras babacas!
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Jardineira
às
18:08
As mulheres vivem se metendo nas mesmas encrencas persistindo nos mesmos erros. Quem nunca viveu uma paixão adolescente? então aí está o problema, paixão é algo passageiro e é isso que caras babacas procuram. Querem se divertir e depois sair sem compromisso de volta, mas antes iludem as mulheres. Eles sempre dão pistas de seu caráter covarde só você não consegue enxergar acredite. Abra os olhos e tenha novas perspectivas com a crônica ' Mulheres inteligentes e caras babacas' de Fernanda Mello.
Ele me deixou a espera de seu amor covarde, foi se sem deixar pistas de seu paradeiro. Usou me e ousou em jogar me fora como se fosse um objeto quebrado. E quebrou, quebrou meu coração, que agora aos pedaços só deseja que alguém o reconstitua. Só anseia ser o mesmo que era antes, impossível ser o mesmo pobre coração sabe dessa verdade, mas deseja com novos ideais ser melhor do que era antes. Não quer mais influenciar se e tem medo, receio de tudo. Tirei as vendas que tapavam meus olhos, acreditei enfim nos conselhos de amigos que só queriam meu bem. Vivida segui o caminho da vida e troquei caras babacas por livros e coisas onde se podem tirar algum proveito. Só me restaram desses cruéis estórias de superação própria e mais coragem para encarar tudo que der e vier. E com certeza vai vir, basta esperar!
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30 de janeiro de 2012
Ela ficou bem!
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Jardineira
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21:29
Ele se foi e deixou nela rastros de algo que ela não compreendeu, que nunca deveria ter existido. Deixou lembranças insanas e constantes. Deixou cicatrizes que a cada dia se aprofundavam com o abandono e a distância. Que só poderiam ser curadas com o reconforto de outro alguém que não a deixaria.
Talvez não significasse que ele não a amava ou amou. Ora, homens seres tão menos complexos que as mulheres também deixam incógnitas. E o que mais deixa uma mulher louca de ansiedade e incompreensão é o desdem a indiferença. Eles preferem essa tal indiferença como forma de magoar menos, acham que calados eles erram menos, estão errados, mulheres gostam de um bate papo esclarecedor que não crie expectativas que esclareça absolutamente tudo.
Mulheres são seres profundos, e essa tal profundidade em guardar sentimentos e lembranças que as fazem quase nunca conseguir parar de recordar. Já os homens tem um cérebro que processa cada minuto separadamente, ora vivem um amor de verão, ora resolvem problemas de trabalho sem deixar que nada se misture e o influencie. O que eles procuram nas mulheres é a tal da profundidade, sentimento e amor. E o silêncio dele (s) são a mais pura sinceridade de homem. Voltando ao caso dela:
Ele não deixou esperanças, essa é a realidade , não há como tapar o sol com a peneira e tentar apagar o que passou. Mas da pra amenizar a dor não criando expectativas onde não existem nem ao menos sequer vestígios de esperança. E com o tempo ela se renovou e aprendeu a discernir amor de paixão. Aprendeu que sua profundidade ainda irá ser preenchida por alguém que a ame por completo e que dê seu máximo para conquista la. Mas no final ela ficou bem, sozinha mas bem, pois tinha a certeza de que aquele momento na vida serviria para algo posterior. Foi um aprendizado. Embora ele nunca tenha voltado, ela aprendeu a amar e deixou de se apaixonar, dando olhos para a realidade. Sem se confundir descobriu que amar era a melhor forma de viver e que se apaixonar foi a loucura mais insana que ela já cometera na vida, mas que a ajudou a perceber o verdadeiro sentido ao seu redor!
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18 de janeiro de 2012
Des(ocultar)!
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Jardineira
às
21:31
Sorrisos, abraços, beijos, risadas. Alegria? Falsidade, mentira, fingimento. Tudo oculto por trás de um rosto mórbido, vermelho de vergonha ou talvez de maquiagem. Tédio ou solidão? Sim as mulheres sabem a arte de ocultar, fingir estar bem só para agradar. Homens também ocultam, afinal eles não são de ferro penso eu que alguns tem coração, poucos mas exitem! A máscara de ferro que só pode ser arrancada por um alguém especial que faça valer uma vida, você. Você mesmo, só você pode arrancar e desocultar tudo que está guardado a tanto tempo e ninguém notou. Aprendi que nunca vamos entender uma pessoa por completo, pois levamos uma vida toda para nos entender. Bem mas chega de bancar a garota que dá dicas e conselhos e ate escreve coisas no contexto de autoajuda. Você ajuda os outros e esquece de você, se bem que esquecer não é não se lembrar, afinal você sabe e recorda do que precisa só não se dá ao luxo de se fazer feliz. Uma vida inteira conjugada no verbo ocultar, ocultou a dor, a fome, o prazer, o amor, os sentimentos, a fúria. Certa vez ouvi falar de um homem que de tanto ocultar seus sentimentos ouvir as coisas calado e guardar magoas sem perdão, teve câncer. É ate comprovado cientificamente. Desoculte poque a tendência dessa estação é ser você mesmo (a). Que surjam novas ideias e que eu e você façamos valer o ano. Bom ou mal desocultar também significa aprender!
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2 de novembro de 2011
Da janela
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Jardineira
às
17:13
Observando o mundo fui percebendo como eu estava trancada no meu mundinho vendo tudo através de uma janela. Trancada por minha timidez fui descobrindo que é melhor ser o ator do espetáculo do que apenas aquele que olha a espreita. Ser espectador as vezes é bom, claro tem horas para tudo, horas que é melhor olhar do que agir. Refletir nunca é demais, essa já é uma frase muito clichê porém é um dos clichê mais verdadeiros que já ouvi falar. Da janela observei tudo atenciosamente e tomei coragem de abrir os portões para deixar o amor entrar. Foi gratificante apenas olhar pois tirei nota de muitas coisas e ate aprendi a viver, mas viver não é apenas observar o espetáculo é também fazer parte dele porque as cortinas se fecham e se você não se der uma chance talvez irá ser tarde demais e as cortinas já terão se fechado antes que você comece a pensar em agir. O difícil é saber o melhor momento para fechar a janela para abrir a porta. Claro, para ganhar algo você precisa perder outra coisa ou doar outra coisa. Da janela espreitei, refleti, chorei, me magoei mas a melhor coisa que me aconteceu foi descobrir que da janela eu já poderia me livrar e deixar os acontecimentos entrarem pela porta. Coragem talvez não seja a palavra certa para definir quando você deve sair do seu mundinho, ATITUDE essa é a definição perfeita para você deixar de encarar o mundo parcialmente e começar a encarar com garra força e alma. Tenha atitudes mas volte ao clichê e reflita sobre o que realmente você vai querer.
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14 de junho de 2011
Palavras...
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Jardineira
às
19:16

Você se reflete em cada palavra que diz, escreve ou pensa!! Me responda com sinceridade, Que palavra você reflete hoje? Seria uma palavra de ternura ou algo que nem se quer pode ser dito em voz alta! Pense duas vezes antes de dizer qualquer coisa pois todos os sentimentos e sonhos são refletidos em apenas Palavras!!
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