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12 de setembro de 2016

Ampliando

A distância ampliada pelo medo
É como me sinto em relação a você
Medo do que ?
Do que vão achar de nós?
Devemos nos importar?
Eu me importo que você me olhe e não acene
Me importo com meu rubor
Me sufoca seu abraço doloso
Aquele que tem intenção mas não tem coragem
Não sei se caio
Se meu desvaio é você
Não sei se me permito te ter
Te ver em meu destino
Ser tu meu desatino
Por enquanto só pensamento
Só as intenções que você tem
Aqueles que pensas de quaisquer mulheres
Elas não se enganam
Meu engano é você

17/02/2016

28 de agosto de 2016

Uns braços

Umas mãos
Uns trapos velhos
Quinquilharias da vida
A vida alheia convencida
Das realidades precavidas
Mais trapos velhos
Uns retalhos
Fronha de travesseiro
Na maciez de uns cabelos
Aurora da vida
Ela sonhava acordada
De tanto chorar se deitava
Se recompunha
Voltava a sorrir
Feito criança
Saltitava só de lembrança
Voltava a ser soturna
Apertava com força
O travesseiro
Aqueles olhos noturnos
Relembravam na
Humor soturno
Aconchegava se
No travesseiro
Um abraço sem braços
Desejou que ele tivesse
Uns braços
Cor de jambo, suaves
Os braços do moreno
Daquela cor de pecado
Para embalar contra o peito
Desfazer tudo que havia feito
Perdoar o adeus
Uns retalhos para revestir
Cada descoberta carnal
Uns trapos velhos para cobrir
Cada lapso banal
Uns braços
Aqueles braços
Fortes mantas de retalhos
Agasalho
Para quem sente frio
Não seria pena
Se o travesseiro emitisse
Uns braços


Escrito em: 25 de julho de 2015.

18 de junho de 2016

O peito

O peito salta
Pula louco
Eufórico pulsa
Empurra, esmaga
Esse peito louco
Anda nu e solto
Sem rédeas pisa falso
Nas cordas da vida
Pronto pra desabar
Pra cair da corda bamba
Espatifar se no chão
Rachando e expondo
Um coração
Que de tanto pulsar
Palpita por ultima hora
Em sua hora de acabar

18 de janeiro de 2016.
10 de maio de 2016

Zona de segurança

Ei moço, não se aproxime com esse seu riso frouxo
Fique longe com esse seu olhar travesso
Não se mecha com esse seu cheiro manso
Não me encoste com essa boca macia
Não me abrace com o seu calor
Longe de mim, moço!
Perto de você sou desatino
Desato com seu jeito menino
Danço com a tua risada
Descanso em suas palavras
Mas ande!
Vá para longe
Longe com seu despertar em mim
Desate esse nó desesperador
Arranque seus laços fora
Corte suas cordas de mim
Quero fugir
Sei que você me desperta
Acolhe - me e alenta - me
Mas moço, eu me prefiro sorrindo
Me prefiro livre desse teu afeto
Porque além de incerto é egoísta
Seu moço, sai pra lá com seu desajeito
Esse seu defeito de ser mais orgulho que amor
Isso vai me sufocar
Sou capaz de esquecer seu cheiro
Encontrar outros beijos
Olhar outros olhares
Sem que isso me consuma
Sem que eu assuma não ser eu mesma
Para caber em um relacionamento desgovernado
Longe da zona de segurança
Que é amar a mim mesma incondicionalmente


{Porto Velho, 10 de abril de 2016.}
19 de fevereiro de 2016

Refúgio

Perdi minha pátria
Bombardearam meu coração
Dilaceraram meu corpo
Me fizeram solidão
Abandonaram minha alma
Se me encontro é em paixão
A flama pela guerrilha
Pelo dilacerar das vísceras
Refugiada emoção
Meu abrigo é verso
Meu refúgio a poesia
Onde homens me abandonam
Me acolho em prosa
Nunca me calem a boca
Com as vozes rotas de minha'lma
Nunca me acolhem os verbos
Mas os versos
Ah esses são para acalentar
6 de maio de 2015

Alheios constantes





Compartilhar me ei ...
Com os ventos do insólito destino
Alheia de mim desatino 
Inconstante ressoa meu verso 
Meu verbo dissipa ao léu do mundo 
Meu anseio moribundo 
Desata o que não é meu 
Alheio de mim resvala 
Resgata me a canção do mundo 
Da terra retoma me as vontades 
As mais belas saudades 
Dos velhos desejos
Incendeia me aspirações 
Desassocia me a regra de ser 
No instante outrora sou 
No agora o que fui e serei 
Das virtudes me resguardo 
Do eterno anseio ei de ser
Cheia de si no vazio de mim
Já não me comporta o mundo 
E me compete viver 
Uma vida alheia de contantes 
Instantes do agora
Ao remido porém
10 de fevereiro de 2015

Versinho sobre o adeus

De repente saiu da minha vida
Como um pássaro sai da gaiola
No voo da liberdade
Se foi para sempre
E eu esqueci de me lembrar
Ou me fiz esquecer
O que ficou foi um grande vazio
Repleto de solidão
Descobri que era essa louca paixão
Que me dava forças para continuar


[Pensamentos de 2010]

2 de fevereiro de 2015

A Guerreira


Seu encanto de prosa solta e verbo
Dilui se em cachoeira sua água
Dissipa se em selva seu som
Mistura se sua cor na madre Terra
Esvoaça com o vento a guerreira
Seu sorriso apaga toda cicatriz
Seus mantos cabelos amansam feras
Seu perfume de flor se compõe
Forte e delicada guerreira
Sua trilha nobre completa
Como um jardim se ajeita
Em comunhão com a mãe natureza
Seus olhos de luminosa destreza
Atravessam hábil de guerreira
Os monólogos do tempo
Musa Potira se atira
Ao destino da vida tranquila
E quando se agita
Bela guerreira vence
No meditar das batalhas cotidianas
Menina de flor em cachoeira
Que no alto da montanha desabrocha
Que se faz rocha rara de se guardar
Teu canto encanta e vai de encontro
Aos sinceros gritos da alvorada
E faz no peito aberto morada
Da luta da eterna guerreira apaixonada

19 de janeiro de 2015

Ecoar

O eco ressoa versos
Verbos soam acessos
O som conjuga a luta
As ondas do mar possesso
Do teu peito aberto
Tamborilando batuques
No chacoalhar das ondas do destino
E o teu desatino é simples
Um simples eco
15 de janeiro de 2015

A Etérea

Ô menina
Tua sina
Não sei quando
Tua rima meu encanto
Enquanto despertar
Sereia encantada
Bailarina do mares
Dos amores
Dos lares
Que fazes em corações
A tua rima
Teu sonho
Ilumina
A doce ilusão
Meu peito palpita
De prosa
De verso
Teu reverso
Reveste em minha solidão
Mas já é hora da partida
Teu espetáculo partiu
Em mim meu coração
A menina
De areia desfaz meu coração
Essa sereia
Avulsa
Corre de mim
Quando mora solidão
Todo mistério
Etéreo
Se esvai
No desvalimento do ser
Deixo de ter bailarina
Em essência
Pra ser desencanto
Onde encontro
Mundo, desnudo

18 de novembro de 2014

Inesgotável

Os muros e grades ao meu redor
Livre a liberdade
Solta como o vento
Mal entendida
Ressoa em gritos sob as grades
Os muros impedem
O ar o andar o mar
Mas o amar
Mesmo que sofredor
Este nunca será impedido
São tantos
E enquanto houver vida
Fenecem, encarecem
Esquecem, mas não desaparecem
Os eternos amantes sofredores
Por amar acima do viver
Além das dores
Inesgotável liberdade de amar
26 de junho de 2014

Flor de utopias

Tudo finda - se em utopia
até os amores, os laços, os abraços
Torna-se flor que cultivo no meu mar de nostalgia
Essa relutante utopia que transforma ser em poesia

Sou poente, sou sol
Es (tu) minha energia
Sou o mar e o amar
A ternura e a lucidez

Sou (teu) sonho
E a beleza em escassez
Óh distância
Quanto há em mim que seja relutância ?

Não quero utopias, quero realidade
Ser eu em verdade
Sorrir porque o céu é azul
Sentir o frio no inverno

Que não haja inverno em mim
Que haja utopia onde realidade não houver
Porque utopia é realidade no pensamento
E sonhar é a grandeza e a beleza do momento
15 de fevereiro de 2012

De amar e sofrer!


E eu espero a chuva passar
Ainda como eu espero algum dia te desvendar
Algum dia deixar de te amar
Algum dia parar de sofrer
Quando as lágrimas como chuva pararem de jorrar 
Quando algum dia algo me impeça te te amar
Não por não poder 
E sim por parar de sofrer
E nesse verso de poesia
Já não sinto mais alegria em escrever 
Pois meu amor se foi
E algo ainda me dói por não poder te tocar
Tu não és meu 
E como algum dia poderia dizer me 'sou para sempre teu'?
Se não me amas nada podes fazer
Apenas pode pedir que eu pare de sofrer
E eu quem mais desejo e anseio paz
Só encontrarei em tu meu príncipe rapaz 
Em outros versos soltos já mencionei 
Que em outro dia te amei
Te senti, mas te perdi
Como pudera saber como se eu nem sequer percebi?
Pobres palavras soltas
Que se encaixam nessa poesia louca
De amar e sofrer 
E não houveram promessas eu sempre soube
Mas como vieram essas ondas de esperança em mim?
Criei, inventei e se emaranhou em mim
Como vespa que bagunça cabeça de madame
Que chora de sofrer quando a coisa não saí
Essa tal coisa seria amor ? Ou paixão?
E como coube aqui nesse pobre coração?
E de te perder, foi de amar e sofrer
Que aprendi a viver
E os contos e desencontros me fizeram voar
No longo prazer que seria te amar se tu fizestes o mesmo por mim!
Enfim nesse poema de estrofe sem fim quis retratar
O desespero do que é alguém me deixar
Num mar de ilusões sem fim
Onde não sobra nem um pouco de amor para mim!
Onde a lua parece não brilhar 
E o fogo que arde parece nunca parar
Dentro de um pobre coração
Que ainda não encontrou seus pés no chão.
27 de dezembro de 2010

À Lira

Eis que sou consciência tua
Amiga das desilusões
Única companheira das solidões
Tens a mim a última coisa boa
Tens solidão e silêncio
Sofre por ti o meu doce alento
Se não amargara a solidão
A cama não odiaria
Teu leito seria apenas descanso
Eis que sou consciência
Tua é a minha solidão
Quereria descansar um dia
E pairar sob o odor das flores
E nada seria além de perfume
Perfume que rebusca à memória
A consciência, eis que sois tu
Tu e tua memória
Memória fantasmagórica
Es fantasmas, és espirito
Es solidão e silêncio
Es apenas consciência
E saudade das coisas que nunca vivera
Es lira, es música
Que leram que ouviram
Es consciência, memória, poesia
Sou e nunca fui
Nunca fora concretizado
Es a utopia de ser eu
Fora apenas memória, consciência
A conjugação de verbos em outros tempos